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Saiba tudo sobre Fisioterapia

A fisioterapia pode ser traçada historicamente por séculos, com sua primeira descrição sendo atribuída a Hipócrates, com a documentação de tratamentos para a coluna vertebral.

Como profissão, a fisioterapia data do período das guerras mundiais, já que surgiu um grande número de pessoas lesionadas e feridas pelas guerras que precisavam ser reinseridas na vida civil.

Se você está considerando seguir na carreira de fisioterapeuta, fica ligado(a) que vou te contar tudo sobre a profissão. Desde o que se estuda no curso e as notas de corte, até a remuneração e depoimentos de fisioterapeutas e estudantes de fisioterapia.


Símbolo da Fisioterapia

Símbolo da Fisioterapia. Figura composta por duas serpentes verdes entrelaçadas em um raio amarelo. Na parte inferior da imagem a palavra fisioterapia faz um arco que acompanha a forma da moldura oval marrom que envolve a figura

O símbolo da fisioterapia é composto por duas serpentes entrelaçadas em um raio, uma da direita para a esquerda e outra da esquerda para a direita. As serpentes simbolizam a sabedoria e o curso da energia no ser humano. A cor verde das serpentes simboliza a saúde. O raio por sua vez é um símbolo historicamente associado à transmissão de valores e práticas corretas de vida.





Como é o curso de Fisioterapia?


Competências


Quem se forma no curso de Fisioterapia deve desenvolver as seguintes competências, de acordo com as normas do MEC:


  1. Atenção à saúde: os profissionais devem ser capazes de realizar ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, indivudual e coletivamente.

  2. Tomada de decisões: as decisões tomadas pelos profissionais da saúde devem ser fundamentadas na eficácia e custo-efetividade da força de trabalho, técnicas, medicamentos e equipamentos.

  3. Comunicação: as informações fornecidas pelos profissionais de saúde devem ser acessíveis à população leiga, enquanto é mantida a confidencialidade das informações confiadas pelo paciente.

  4. Liderança: quando colaborando em uma equipe multiprofissional, os fisioterapeutas devem ser capazes de assumir posições de liderança, tendo em vista o bem estar da comunidade.

  5. Administração e gerenciamento: é necessária capacidade de gerenciar e administrar a força de trabalho, recursos físicos, materiais e informações durante o trabalho.

  6. Educação permanente: a prática e a formação dos fisioterapeutas devem ser processos de aprendizado contínuo. Também é responsabilidade dos fisioterapeutas o compromisso com a formação de futuras gerações de profissionais.

Conteúdo do curso de graduação em Fisioterapia


Durante o curso de Fisioterapia são abordados temas das seguintes áreas:


1. Ciências Biológicas

a. Bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados dos diversos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos.


2. Ciências Sociais e Humanas

a. Aspectos psico-sociais e culturais das relações sociais

b. Filosofia

c. Antropologia

d. Epidemiologia


3. Conhecimentos Biotecnológicos

a. Conhecimentos que acompanhem os avanços biotecnológicos utilizados na prática fisioterapêutica


4. Conhecimentos Fisioterapêuticos

a. Fundamentação, história, ética, filosofia e metodologia da Fisioterapia

b. Função e disfunção do movimento humano

c. Cinesiologia, cinesiopatologia e cinesioterapia em uma abordagem sistêmica

d. Recursos semiológicos, diagnósticos, preventivos e terapêuticos em Fisioterapia


Melhores instituições segundo o Ranking Universitário Folha 2019


USP

UFMG

UNB

UFSCAR

UNESP


Qual é a nota de corte do curso de Fisioterapia?


Na primeira edição do SISU 2020, a região com maior número de candidatos, mas também com o maior número de vagas para o curso de Ciências Contábeis foi a região Nordeste. Em contrapartida, a região Centro-Oeste teve o menor número tanto de vagas quanto de candidatos.

Gráfico do número de candidatos e vagas para o curso de Fisioterapia na primeira edição do SISU 2020. Resultados apresentados por região

Confira no gráfico abaixo quais foram as maiores e menores notas de corte em cada região

Gráfico com a relação de maiores e menores notas na modalidade Ampla Concorrência para o curso de Fisioterapia na primeira edição do SISU 2020. Resultados apresentados por região brasileira

Quanto ganha um fisioterapeuta?

Gráfico apresentando piso, média e teto salarial de um fisioterapeuta geral em cada região brasileira

O que fisioterapeutas e estudantes de fisioterapia têm a dizer sobre a fisioterapia?


Carolina Soares – estudante do 5º período de fisioterapia

Carolina Soares - Estudante de Fisioterapia
Carolina Soares - Estudante de Fisioterapia

Carolina escolheu o curso de fisioterapia por ter um desejo muito forte de ajudar e fazer o bem para as pessoas. Quando ela fez o ENEM, a nota era suficiente para ingressar em farmácia ou em fisioterapia. A fisioterapia saiu na frente por ser mais presente na vida dos pacientes, realizando mais o desejo da estudante.

E a escolha não decepcionou. Matriculada na UFMG, a estudante elogia bastante o curso, que segundo a estudante tem carga horária, tanto teórica quanto prática, suficientes. O curso de Fisioterapia da UFMG é integral, com aulas de manhã e à tarde, o que faz com que ela passe o dia na universidade.

Porém, a rotina de estudos de Carolina não se resume a assistir às aulas durante o dia. Mesmo passando o dia em aulas, ela faz questão de chegar em casa e estudar por pelo menos 2 horas todos os dias.

Além disso, ela participa de um projeto no hospital, com pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC, popularmente conhecido como derrame), focando na qualidade de vida e funcionalidade desses pacientes.

A universitária pretende seguir na área de fisioterapia neurofuncional adulta. Ela conta que desde o primeiro período, a neuro foi a área que mais chamou sua atenção. Mesmo já tendo sua área do coração escolhida, ela reconhece que a fisioterapia é necessária em diversas áreas e a gratidão dos pacientes que necessitam da fisioterapia em suas vidas é o que mais a motiva a seguir na profissão.


 

Renata Aguiar – estudante do 3º período de fisioterapia

Renata escolheu fazer fisioterapia por ter tido contato bem nova com a profissão, já que acompanhava a tia que precisou de tratamento fisioterápico após um acidente de carro. A evolução do quadro da tia, com a ajuda da fisioterapia encantou Renata, que decidiu que também queria fazer a diferença na vida das pessoas.

A estudante conta que as aulas que já teve na faculdade foram incríveis e ela está fascinada por aprende sobre o corpo e como ele funciona. Ela ainda não teve nenhuma disciplina específica, por ainda estar muito no começo do curso, mas aguarda ansiosamente pela chegada dos conteúdos práticos.

Para se organizar nos estudos, ela faz o planejamento dos conteúdos que pretende estudar na semana. Quando alguma prova está próxima, ela foca nos tópicos que serão cobrados. A aluna conta que acha que resumos são a forma mais eficaz de estudo para ela. Para equilibrar estudos e lazer, ela deixa o domingo para descansar e nos dias que bate aquela preguiça de estudar, ela procura alguma atividade de que gosta mais, para evitar se culpar depois.

Ela conta que a fisioterapia vem lutando para conseguir reconhecimento, mas que ainda assim existem muitas possibilidades. E a diversidade de especializações possíveis é o que mais motiva Renata a se formar em fisioterapia.

No momento, ela pensa em seguir na área hospitalar, mas também quer fazer atendimentos domiciliares. O que mais a chamou a atenção na fisioterapia hospitalar foi a possibilidade de ter os primeiros contatos com o paciente.

 

Fernanda Malta – Fisioterapeuta Neonatologista

Fernanda Malta - Fisioterapeuta
Fernanda Malta - Fisioterapeuta

Fernanda se apaixonou pela Fisioterapia em uma mostra de profissões do colégio. Depois de conversar com uma fisioterapeuta no evento, ela se encantou com a quantidade de áreas diferentes que a fisioterapia é capaz de abordar.

No segundo período da faculdade, em uma disciplina com diversas palestras sobre as diferentes área da Fisioterapia, ela conheceu a área que viria a ser sua especialização, a neonatologia. A ideia de trabalhar com bebês prematuros e recém-nascidos fez os olhos de Fernanda brilharem. Então ela procurou mais informações e cursos sobre a área.

A fisioterapeuta conta que a formação foi bem geral na graduação e ela sentiu necessidade de se aprofundar mais para poder atuar. Assim que se formou ela começou uma residência em neonatologia que durou dois anos. Ela explica que a residência é uma pós-graduação em que os estudantes ficam no campo de trabalho de forma intensiva, participando de atividades teóricas e práticas, com uma carga horária de 60 horas semanais.

Fernanda conta que a residência foi uma experiência exaustiva, mas que a transformou em uma profissional capacitada para atuar em neonatologia. No meio de muito estudo, noites sem dormir e trabalho intenso, ela se viu realizada e com a certeza de que escolheu a área certa.

Atualmente a neonatologista atende em dois hospitais, um em Belo Horizonte e um em Contagem, totalizando 60 horas semanais de trabalho. Quando perguntei como foi a adaptação a essa rotina, ela me disse que a carga horária foi tranquila, porque já tinha se acostumado a isso na residência. Porém, o deslocamento de um hospital ao outro foi um desafio no começo. Mas agora ela já se adaptou.

Ela trabalha na UTI neonatal, atendendo casos diversos de bebês recém-nascidos que precisam de cuidados intensivos. Na maioria das vezes a demanda é respiratória. E ver a evolução de “seus pequenos” é o que a motiva a seguir na neonatologia. Ela conta que “não há nada mais gratificante para mim do que ver uma família levando pra casa o seu bebê nos braços depois de tanto sofrimento e tantos meses de internação”.

 

Edlana Dória – Fisioterapeuta Respiratória

Edlana Dória - Fisioterapeuta
Edlana Dória - Fisioterapeuta

Formada em 2008 pela UniverCidade, Edlana escolheu a fisioterapia pela diversidade de locais e modalidades diferentes em que se pode trabalhar. “Um dia no hospital outro na piscina, academia, asilo e clínicas de estética”. A possibilidade de ajudar ao próximo também foi outro grande motivador.

Atualmente, ela é supervisora de fisioterapia em uma multinacional, onde trabalha visitando os pacientes internados em casa que necessitam de ventilação mecânica, tanto invasiva quanto não invasiva. Além disso, alguns dias ela atende pacientes particulares.

A possibilidade de levar esperança. para que já não tem nenhuma, por meio da adaptação e da melhora da qualidade de vida, com o auxílio da fisioterapia é o que mais a motiva a seguir na fisioterapia respiratória. Além disso, ela diz que com a pandemia da COVID-19 a especialidade será mais reconhecida e que surgirão mais possibilidades.



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