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Saiba tudo sobre a Educação Física

Desde o surgimento da espécie os seres humanos praticam atividades físicas. Mas foi na Grécia antiga que se iniciou o estudo do exercício físico, em conjunção com dietas, para harmonizar o funcionamento do corpo.


Se a prática de esportes é algo que você considera transformar em profissão, confira quais são os conteúdos do curso, notas de corte, renda média e o que alguns profissionais da área dizem sobre a carreira.


Símbolo da Educação Física

Discóbolo de Míron, símbolo da Educação Física

A Educação Física é representada pelo o Discóbolo, do escultor grego Míron. Nos jogos esportivos da Grécia antiga, o discóbolo era o atleta que arremessava o disco.


A escultura foi escolhida pela riqueza de detalhes anatômicos representados na obra e o rosto inexpressivo, sem revelar o esforço do lançamento.


A estátua seria a representação ideal de um atleta, captando o momento como uma fotografia instantânea.

Como é o curso?


Competências


Os egressos do curso de Educação Física devem ser capazes de:

1. Dominar os conhecimentos específicos da Educação Física e das ciências afins, orientando-se por valores sociais, morais, éticos e estéticos de uma sociedade plural e democrática

2. Ser capaz de intervir acadêmica e profissionalmente buscando sempre a prevenção de problemas de agravo da saúde; promoção, proteção e reabilitação da saúde; da formação cultural da educação e reeducação motora; e outras áreas que permitam a prática de atividades físicas

3. Ter habilidades necessárias para participar, assessorar, coordenar, liderar e gerenciar equipes multiprofissionais nos campos da saúde, do lazer, do esporte, da educação, entre outros.

4. Diagnosticar os interesses, expectativas e necessidades das pessoas, conseguindo planejar, prescrever, ensinar e orientar projetos e programas de atividades físicas, recreativas e esportivas

5. Conhecer, dominar, produzir, selecionar e avaliar os efeitos da aplicação de técnicas, instrumentos, equipamentos e metodologias para a intervenção e produção em Educação Física

6. Formação continuada após formados, de modo que se mantenham atualizados e produtivos acadêmico-profissionalmente

7. Conhecimentos para utilizar os recursos da tecnologia da informação e comunicação para ampliar e diversificar formas de interagir e difundir os conhecimentos da Educação Física

Conteúdo do curso


De acordo com as normativas do MEC, os alunos que ingressam no curso de Educação Física podem optar por fazer a licenciatura ou o bacharelado e isso faz com que o conteúdo do curso seja diferente para cada um dos percursos.


Etapa comum

1. Conhecimentos biológicos, psicológicos e socioculturais, enfatizando a aplicação à Educação Física.

2. Conhecimentos biológicos, psicológicos e socioculturais da motricidade e movimento.

3. Conhecimento instrumental e tecnológico aplicados à Educação Física

4. Conhecimentos procedimentais e éticos da intervenção profissional em Educação Física.


Licenciatura

1. Política e Organização do Ensino Básico

'2. Introdução à Educação

3. Introdução à Educação Física Escolar

4. Didática e metodologia de ensino da Educação Física Escolar

5. Desenvolvimento curricular em Educação Física Escolar

6. Didática e metodologia de ensino da Educação Física Escolar

7. Desenvolvimento curricular em Educação Física Escolar

8. Educação Física na Educação Infantil

9. Educação Física no Ensino Fundamental

10. Educação Física no Ensino Médio

11. Educação Física Escolar Especial/Inclusiva

12. Educação Física na Educação de Jovens e Adultos

13. Educação Física Escolar em ambientes não urbanos e em comunidades e agrupamentos étnicos distintos


Bacharelado

1. Saúde

a. Políticas e programas de saúde

b. Atenção básica, secundária e terciária em saúde

c. Saúde coletiva

d. Sistema Único de Saúde

e. Dimensões e implicações biológica, psicológica, sociológica, cultural e pedagógica da saúde

f. Integração de ensino, serviço e comunidade

g. Gestão em saúde

h. Objetivos, conteúdos, métodos e avaliação de projetos e programas de Educação Física na saúde


2. Esporte

a. Políticas e programas de esporte

b. Treinamento esportivo

c. Dimensões e implicações biológica, psicológica, sociológica, cultural e pedagógica do esporte

d. Gestão do esporte

e. Objetivos, conteúdos, métodos e avaliação de projetos e programas de esporte


3. Cultura

a. Políticas e programas de cultura e de lazer

b. Gestão de cultura e de lazer

c. Dimensões e implicações biológica, psicológica, sociológica, cultural e pedagógica do lazer

d. Objetivos, conteúdos, métodos e avaliação de projetos e programas de Educação Física na cultura e no lazer


Melhores instituições de 2019

1. USP

2. UNICAMP

3. UFMG

4. UFRGS

5. UNESP


Notas de corte


Na primeira edição do SISU 2020, a região brasileira com o maior número de vagas ofertadas para Educação Física foi a Nordeste, com 2.138. Foi lá, também, que se concentrou o maior número de candidatos ao curso, com 54.235 inscritos concorrendo às vagas.

Por outro lado, a região com menos vagas ofertadas foi a Norte, com apenas 303 vagas no total. Da mesma forma, foi lá que houveram menos inscritos concorrendo ao curso de Educação Física, com 5.924.

Gráfico reprensentativo da quantidade de vagas e candidatos para o curso de Educação Física em cada região brasileira na primeira edição do SISU 2020

Na região Centro-Oeste as notas de corte da modalidade ampla concorrência ficaram entre 551,97 e 662,16.

No Nordeste, por sua vez, a menor nota da modalidade foi 657,36 e a maior 762,02.

A região Norte teve as notas de corte para ampla concorrência de Educação Física entre 569,55 e 736,51.

No Sudeste as notas de corte ficaram entre 583,02 e 736,51.

E por fim, na região Sul, as notas de corte ficaram entre 569,99 e 706,55.

Gráfico representativo das maiores e menores notas de corte na modalidade Ampla Concorrência em cada região brasileira para o curso de Educação Física na primeira edição do SISU 2020

Quanto ganham os profissionais de Educação Física no Brasil?


No Brasil, os profissionais de Educação Física mais bem remunerados se encontram na região Nordeste, com uma média salarial de R$3.059,76. Logo em seguida estão os profissionais da região Norte, ganhando em média R$2.585,92. Em terceiro lugar estão os educadores físicos da região Centro-Oeste, ganhando cerca de R$2.404,67. Logo em seguida vem a região Sudeste, com uma média de R$2.354,84. E por fim, a região Sul, ganhando R$2.130,54.

Gráfico representativo dos pisos, médias e tetos salariais em cada região brasileira para Educadores Físicos

Como é a rotina de Educadores Físicos?


Veja o que algumas Educadoras Físicas contam sobre o dia-a-dia na profissão.


Mara Campos – Educadora Física

Mara Campos - Educadora Física
Mara Campos - Educadora Física

Uma professora de Educação Física do Ensino Fundamental fez com que Mara se apaixonasse por esportes e consequentemente escolhesse a Educação Física como profissão. Ela conta que também sempre foi muito ligada à área da saúde e encontrou nessa área uma oportunidade de unir os dois interesses.


O primeiro contato que Mara teve com a profissão foi em uma escola pública e foi quando ela descobriu o quanto a Educação Física pode ser desafiadora. Isso fez com que ela desenvolvesse métodos de ensino que a ajudam até hoje.


Atualmente, a educadora física atua em várias áreas da profissão: educação física escolar, musculação, treinamento funcional, natação – infantil e adulta – e hidroginástica. Isso faz com que a rotina seja bastante intensa e que ela interaja com várias faixas etárias durante o dia. Ela conta que já tem oito anos de experiência, mas está sempre estudando e buscando novidades na área.


Para o planejamento das aula no colégio, ela sempre leva em consideração as fases do desenvolvimento motor dos alunos. Mas são nos treinos de musculação e treinamento funcional que ela encontra um grande desafio: ganhar a confiança dos alunos do gênero masculino.


A professora conta que, infelizmente, ainda há muita discriminação com relação às mulheres que atuam na área. Ela diz que já houve uma melhora em relação ao passado, mas ainda existe certa dificuldade. Para contornar isso, ela garante que o trabalho que desempenha tem qualidade e consegue ganhar a confiança dos alunos.


Já do lado positivo da profissão, Mara conta que o que mais a motiva é ver os resultados positivos que vê nos alunos, além de poder promover saúde e bem-estar. “Isso não tem preço”, comenta.

 

Flávia Karoliney – Educadora Física Escolar

Flávia Karoliney - Educadora Física
Flávia Karoliney - Educadora Física

Flávia sempre gostou de esportes e dança e queria trabalhar com algo nesse sentido, por isso escolheu a Educação Física como profissão. Ela ingressou na faculdade logo que saiu do ensino médio e cursou a licenciatura. Após 4 anos de formada, ela fez o bacharel.


Em suas aulas, a professora sempre valoriza os jogos e brincadeiras populares e aproveita para estimular a criatividade dos alunos, pedindo para que eles recriem a atividade. Isso a ajuda também a garantir que o conceito principal trabalhado foi compreendido.


Flávia contou que sua maior motivação é desenvolver os hábitos saudáveis nos alunos de forma lúdica. “Se eles foram adultos ativos e sujeitos críticos, já ficarei feliz”, completa.

 

Yara Cele – Personal Trainer

Yara Cele - Personal Trainer
Yara Cele - Personal Trainer

Yara escolheu cursar Educação Física por influência do irmão. Ela fez o ENEM em 2005 e se inscreveu no ProUni. Na época o programa de bolsas permitia a seleção de 5 opções. Indecisa sobre sua primeira opção, Yara pediu ajuda ao irmão que escolheu a Educação Física. Ela conta que com uma semana de curso ela percebeu que era a profissão da sua vida.


Ela iniciou o curso em uma universidade particular de Barbacena e depois se transferiu para a Universidade Gama Filho, na capital carioca. Ela conta que nessa última ela teve a oportunidade de acompanhar turmas de pós-graduação e mestrado como ouvinte e participou de vários grupos de estudo e pesquisa.


O primeiro contato de Yara com a atuação profissional foi em um estágio logo no terceiro período, na área da natação. Hoje em dia, ela atua como personal trainer. E se sente muito motivada pela capacidade de intervir positivamente na vida de outras pessoas. Ela conta ainda que “é um processo e se eu utilizar de todos os instrumentos os resultados serão inúmeros”.


Ela atende alunos com objetivos diversos, como emagrecimento e hipertrofia. Dentro desses grupos a demanda varia. Há a procura por pessoas sem patologias, mas também diabéticos, portadores de esclerose múltipla e lúpus. Por causa do aumento dessas demandas específicas, a persolan trainer pretende que sua próxima pós-graduação seja nessa área.


Ela explica que alguns medicamentos podem alterar a reação do corpo ao exercício físico. Há ainda condições em que a própria doença causa alterações corporais. Isso faz com que a necessidade de um treinamento individualizado seja ainda mais importante. Muitas vezes são prescritos os mesmos exercícios, mas variáveis como volume ou intensidade precisam ser adaptadas.


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